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O Caminho do Meio

O caminho do meio é o equilíbrio, mas não da forma superficial como algumas vezes são passados; como se você comeu arroz de mais então no outro dia você come menos, ou se você se divertiu muito agora é hora de parar um pouco.
O equilíbrio da pessoa está no centro dela mesma.
Muitas vezes as pessoas não são elas mesmas porque seguem o pensamento de um grupo porque acham legal ou para serem mais aceitas pelo mesmo.
A TV e os diversos meios de comunicação criam diversas modinhas e ao invés da pessoa ser ela mesma, ela é igual à pessoa da TV. Ou como os meios de comunicação incentivam as pessoas a serem.
Muitas vezes as famílias são muito rígidas com seus filhos dizendo como eles tem que agir e pensar, fazendo a pessoa fugir do que ela mesma é.
Algumas pessoas não são elas para enganar o outro e tirar vantagem ou porque acham vão atrair mais o outro em um modelo que não é seu.
Toda esta enganação ocorre porque se valoriza demais o que está fora e não o que está dentro. Por fora estão apenas posses e posturas, mas por dentro está quem realmente a pessoa é.
Quando a pessoa não é ela mesma, você não acha que isto é um desequilíbrio central da pessoa?
Quando a pessoa não é ela mesma, ela não se preenche do que necessita e isso causa muito vazio interior, tristeza e é muitas vezes causa de depressões.
O Buda nos diz que só conhecimento de si mesmo leva a iluminação. Pois mesmo que a pessoa não saiba de onde está tirando seus modelos e o que está seguindo, ela olhando vê para isso basta tentar, examinar, que ela já está praticando, já está indo para o caminho que lava ao nirvana.
Porém o conhecimento de si mesmo ocorre de dentro para fora, não de fora para dentro, então tem de ser a pessoa mesma a chegar neste conhecimento, não de alguém falando para ela sobre como ela é. Um mestre jamais mostra os erros dos outros, ele valoriza o outro e "dá toques" muito leves para que a pessoa descubra a si mesma. Se alguém falar para ela como ela é, não existe descoberta ou crescimento.
O Caminho do conhecimento de si mesmo é o crescimento espiritual ou Búddhico.
Muitas vezes falar para a pessoa como ela é, é uma forma de manipular a pessoa.
O grande despreendimento que a pessoa pode ter é destas coisas supérfluas para que ela possa caminhar na direção da luz.
A maioria das pessoas deveriam aprender a valoriza-las elas e não à coisas supérfluas.
O Buda na fase de sua vida em que conviveu junto de um grupo de brâmanes dedicados a uma severa vida ascética, onde se mortificavam e passavam fome como práticas para atingir a iluminação, Ele percebeu que aquilo tudo era muito supérfluo e se viu e viu que aquilo não levava onde queria chegar, que era a iluminação e trouxe com esta percepção o conceito de caminho do meio. Este foi o primeiro conceito do Budismo, os outros vieram depois.
Se o auto-conhecimento é a pessoa descobrir a si mesma, como ela não sendo o que ela é pode chegar à iluminação?
Buda, era ele mesmo, tanto que para quem conhece a sua história, vê que preferiu ser ele mesmo na miséria do que ser quem ele não era no luxo de um palácio.
Mas voltando a falar do centro das pessoas, as pessoas são quem elas são, com seus defeitos e falhas. Os defeitos estão em volta do centro das pessoas e ainda podem desequilibrá-la, como, por exemplo: desequilíbrios emocionais, sexuais, sentimentais, de conduta e etc. (a pessoa que só pensa em sexo, não vê seu universo interior e fica na sua busca incessante por ele).
Claro que o sexo é natural, mas o desequilíbrio sexual é diferente.
Pois o que está no centro das pessoas, que os defeitos e a falta de visão cobrem é todo o universo que existe dentro delas próprias, é a felicidade, a realização, a plenitude que é o Buda Interior que existe dentro das próprias pessoas.
O caminho do auto-conhecimento é a pessoa conhecer seus defeitos, enxergar suas qualidades e as falsidades de outras pessoas. A pessoa utilizando este conhecimento para se transformar, ou seja, perder estes defeitos, é o caminha da iluminação e do nirvana.
A pessoa sendo guiada por este centro, estará ouvindo a fonte e a fonte é próprio nirvana que está dentro dela.
Além do que os nossos defeitos são criadores de karma negativo e as ações que vem direto da fonte são criadores de Dharma.
Ricardo Chioro

Autor do artigo: Ricardo Chioro

Contribuíção: Ricardo Chioro


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Aprende a viver e saberás morrer bem.
Autor:   Confúcio
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