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Do mal: a verdadeira cara do Diabo!

√° cerca de trinta anos, a antena do meu fusca foi quebrada em frente a minha casa.


Naturalmente, fiquei muito bravo. Mas, no dia seguinte, ao descer a rua vi um bando de meninos brincando, e dois deles lutavam "espada" - uma das "espadas" era a ex-antena do meu carro. Na época, aquilo me deu uma inexplicável sensação de alívio.


Menos de um m√™s depois, ao descer para trabalhar, vi consternado que a nova antena havia sido quebrada novamente, s√≥ que dessa vez, ela ainda estava l√°, presa apenas por uma ling√ľeta de metal. Foi quebrada s√≥ porque estava inteira, pelo prazer de destruir.


A minha revolta foi grande. Eu ainda não sabia, mas, aquele episódio, iria desencadear uma busca pelo entendimento do Mal, aquilo que eu chamaria duas décadas mais tarde de o Mal Absoluto.


A gratuidade do Mal, o Mal pelo Mal, é que me fascinava, na mesma proporção que me revoltava e despertava fogos internos de paladino vingador. Mas, eu nem podia imaginar que vivíamos em tempos ainda inocentes em relação ao Mal Absoluto.


Recentemente, assisti pela TV, a transmissão de uma fita de áudio feita através de escuta, em celulares de uma prisão carioca. Nela o traficante falava com seus comparsas, que estavam no local onde executavam a ordem de prender, torturar, quebrar ou cortar as mãos e os pés, de um homem, acusado de tentar seduzir uma das mulheres do traficante.


O fac√≠nora encarcerado pediu para falar com a sua v√≠tima. A voz do homem, torturado, mutilado, humilhado, vivendo em c√Ęmera lenta a sua pr√≥pria morte, me passou uma sensa√ß√£o t√£o terr√≠vel que seria imposs√≠vel transmitir aqui com palavras.


Mais uma vez, estava diante do Mal Absoluto, aquela inst√Ęncia do mal, que ultrapassa qualquer sentido funcional, "l√≥gico", como, por exemplo, quebrar uma antena para ter uma "espada" e poder brincar com os amigos. Nesses anos todos de estudos e elucubra√ß√Ķes, uma id√©ia insiste em resistir, √© a de que o Mal Absoluto, tem uma origem sobre humana.


Para mim, o Diabo, √© o Senhor do Mal Absoluto, e o Diabo n√£o passa de uma colcha de retalhos fortemente agregada de todos os pensamentos, sentimentos, e a√ß√Ķes sentidas pelo homem como Mal. Desde os prim√≥rdios da humanidade, os indiv√≠duos tiveram a percep√ß√£o do Mal, fosse ele as garras de um tigre de dentes de sabre dilacerando a sua cria, um vulc√£o destruindo aldeias, ou outros homens matando e aprisionando para obter territ√≥rio e poder.


Essas emo√ß√Ķes, pensamentos, s√£o coisas vivas, como j√° dizem os ocultistas h√° pelo menos 4 mil anos. Os cientistas da ex-Uni√£o Sovi√©ticas deram um nome √† unidade dessa energia do "pensamento" de Psitron, e fizeram centenas de experimentos para aferir a sua exist√™ncia. Assim, o Diabo, seria uma esp√©cie de espantalho, uma egr√©gora como dizem os m√≠sticos, formado de cada grito de √≥dio, cada tapa na cara, cada gemido de dor, dos olhos arregalados de pavor, do medo paralisante, do prazer m√≥rbido do vampiro, do sangue derramado e das l√°grimas de sofrimento. O Diabo foi criado a partir dos sofrimentos reais e imagin√°rios, porque s√£o humanos, e muito do sofrimento √© apenas cultural (lembrem-se da mulher que ao pegar o marido se deleitando na cama com outra se rasga e se martiriza dizendo: "por que ele fez isso comigo?"


Na verdade ele estava fazendo isso com a outra). Esse Diabo-colagem passa a ser mais que a soma dos seus componentes, e sem ser humano apesar da sua origem, come√ßa a necessitar de "alimento" mais forte, mais puro, como qualquer viciado. J√° n√£o lhe basta o mix de emo√ß√Ķes e sentimentos vindos de uma guerra por territ√≥rio ou por comida, ou por quaisquer que sejam os motivos alegados. Ele quer o Mal sem atenuantes, o Mal puro sem misturas, a chamada pasta b√°sica do Mal.


Assim ele envia os seus tentáculos-seringa para dentro dos humanos, enterrando até o talo, onde percebe que o terreno é promissor, "fértil". Assim concluí que o Diabo existe, não na forma como apregoam as igrejas, que contrataram seus pobres diabos particulares para extorquir os seus incautos fiéis, em pantomimas tristes, ridículas, que se o Diabo espantalho fosse capaz de rir, já estaria morto de tanto.


O Diabo existe como main frame de um colossal sistema, com milh√Ķes de terminais em cada um de n√≥s, a maioria Gra√ßas A Deus inoperante. Na sua sanha de fome e sede da droga do Mal Absoluto, ele est√° sempre tentando ativar esses terminais em voc√™ e em mim.


Conseguirá? Terá sucesso em fazer do mundo, ou seja, de nós humanos, um cachimbão do crack do Mal, e nos fumar, enquanto furamos os olhos uns dos outros, e rimos? A resposta recebi ontem, via e-mail, do meu filho: Um velho e sábio índio, falando sobre a sua alma, disse: "Dentro de mim, existem dois cachorros. Um é mau, perverso, terrível.


O outro é bondoso, do bem, e eles vivem brigando". Ao ser perguntado, qual o cachorro que ganhará a luta, respondeu: "Aquele a quem eu alimentar".


Roberto Bo Goldkorn √© escritor, professor especializado em fen√īmenos ps√≠quicos do processo transpessoal e em Feng Shui.


√Č autor dos seguintes livros: "Feng Shui para Brasileiros - A Medicina da Habita√ß√£o", "Feng Shui - Energia e Prosperidade no Trabalho", "Feng Shui Para Brasileiros - A Cozinha" - todos pela Editora Campus.


E o atual N√£o te Devo Nada! Roberto Goldkorn - ED. Bertrand Brasil E-mail: robertogold@uol.com.br www.fengshuireal.com.br N√£o te Devo Nada!Roberto Goldkorn, ED.Bertrand Brasil

Autor do artigo: Desconhecido

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