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O Poder do Magnetismo

ENERGIAS SUTIS


O Poder do Magnetismo


Artigo retirado da revista Planeta


O universo coloca à nossa disposição forças magnéticas inesgotáveis, que não são apenas físicas, mas também espirituais e emocionais, por exemplo. Cabe a nós, porém, aprender a captá-las e usá-las de forma correta.


Foi na prov√≠ncia de Magn√©sia, na Gr√©cia cl√°ssica, que se come√ßou a falar de fen√īmenos magn√©ticos - e desde ent√£o n√£o se parou mais. Ali, 600 anos antes da era crist√£, as pessoas perceberam que certas pedras tinham a misteriosa propriedade de atrair metais. Batizadas de magnetitas, as pedras magn√©ticas transformaram-se em atra√ß√£o em todo o mundo antigo. Certos s√°bios consideravam que elas tinham poderes curativos e efeitos milagrosos.


√Č claro que, desde ent√£o, o conceito de magnetismo mudou radicalmente. J√° n√£o se trata apenas de um efeito de atra√ß√£o limitado, produzido por pedras feitas de √≥xidos de ferro e que constituem √≠m√£s naturais. Sabe-se hoje que o magnetismo √© um fen√īmeno literalmente onipresente: est√° atuante no espa√ßo diminuto de cada √°tomo do universo, mas rege ao mesmo tempo o funcionamento de vastas gal√°xias. No mundo especificamente humano, h√° um magnetismo sutil que influencia as emo√ß√Ķes e os pensamentos, e tem rela√ß√£o direta at√© com as nossas motiva√ß√Ķes mais secretas.

Sem d√ļvida, √© magn√©tica a for√ßa dos el√©trons que giram em torno do n√ļcleo de cada √°tomo. Al√©m disso, toda luz √© uma onda eletromagn√©tica, e isso significa que, se n√£o houvesse magnetismo, os s√≥is e estrelas da nossa gal√°xia se apagariam. A pr√≥pria Terra √© um grande circuito magn√©tico e faz parte de conex√Ķes magn√©ticas ainda maiores. Em nosso planeta, animais como as pombas, as lagostas e as tartarugas marinhas t√™m a habilidade de entrar em contato com o campo magn√©tico terrestre e de orientar-se por esse meio em suas longas viagens. Helena Blavatsky escreveu no s√©culo 19:

"A Terra √© um corpo magn√©tico. De fato, muitos cientistas constataram que ela √© um enorme √≠m√£, como Paracelso afirmou h√° cerca de 300 anos. A Terra est√° carregada com uma esp√©cie de eletricidade - chamemo-la positiva - que ela produz continuamente por uma a√ß√£o espont√Ęnea em seu interior ou centro de movimento. Os corpos humanos, assim como todas as outras formas de mat√©ria, est√£o carregados com a forma oposta de eletricidade - negativa."(1)

Naturalmente, nem todo magnetismo √© f√≠sico. A realidade tem muitos n√≠veis diferentes de sutileza e densidade, e h√° tipos de magnetismo para cada um deles. H√° um magnetismo vital, por exemplo, e quando ele est√° concentrado temos boa sa√ļde, mas quando o desperdi√ßamos ficamos vulner√°veis.

H√° um magnetismo emocional, e por isso certas pessoas exercem atra√ß√£o t√£o poderosa sobre outras. H√° um magnetismo mental, e nesse plano as pessoas s√£o inspiradas por id√©ias, ou lan√ßam pensamentos cujo poder magn√©tico atrai milh√Ķes.

O magnetismo pr√≥prio do plano espiritual, por sua vez, √© o mais sutil e tamb√©m o mais dur√°vel. Os grandes l√≠deres religiosos e filos√≥ficos t√™m sido capazes de imantar e magnetizar cora√ß√Ķes e mentes durante mil√™nios, armados apenas com a energia m√°gica do seu ensinamento.

O processo do magnetismo est√° ligado a um certo alinhamento das energias sutis. A ci√™ncia convencional ensina que as subst√Ęncias ferromagn√©ticas, isto √©, sens√≠veis √† a√ß√£o de um √≠m√£, t√™m diferentes grupos de √°tomos, chamados dom√≠nios. Dentro de cada dom√≠nio, os p√≥los dos √°tomos apontam para o mesmo lado, mas, normalmente, os diferentes dom√≠nios apontam para diferentes lados. Desse modo, suas for√ßas magn√©ticas anulam umas √†s outras, e o objeto de ferro ou n√≠quel que eles comp√Ķem n√£o tem poder magn√©tico. Por√©m, quando o objeto √© colocado em contato com um √≠m√£, os diferentes dom√≠nios ou grupos de √°tomos passam a apontar todos para a mesma dire√ß√£o - e, gra√ßas a esse alinhamento, o objeto todo adquire propriedades magn√©ticas. O sistema vital e emocional de uma pessoa funciona de modo semelhante.

O cidad√£o que n√£o tem uma vontade forte alimenta desejos que apontam para lados e objetivos diferentes e contradit√≥rios entre si. Assim, seus desejos anulam uns aos outros. O resultado disso √© uma pessoa sem rumo certo, cuja dispers√£o magn√©tica provoca uma perda de energia vital. Mas o cidad√£o magn√©tico tem seus diferentes dom√≠nios - que re√ļnem os √°tomos f√≠sicos, emocionais e mentais, para manter a nossa imagem simb√≥lica - apontando na mesma dire√ß√£o. Por isso ele tem o poder de atrair para si, com for√ßa proporcional, certos fatos e situa√ß√Ķes.

O cosmo coloca √† disposi√ß√£o de todos uma energia inesgot√°vel, mas nem sempre sabemos capt√°-la. O caminho magn√©tico correto consiste em desejar coisas coerentes e adequadas, aceitando com humildade as dificuldades e os desafios. Conforme nossa atitude diante da vida, nosso poder magn√©tico aumentar√° ou se reduzir√°. Quando respiramos ar puro e mantemos contato com a luz do Sol, por exemplo, aumentamos nosso magnetismo vital. A respira√ß√£o curta e apressada √© antimagn√©tica, mas a respira√ß√£o profunda aumenta a for√ßa pessoal. Exerc√≠cios di√°rios de respira√ß√£o, feitos ao ar livre, recarregam o organismo com prana, a for√ßa vital do cosmo. Caminhar pela natureza sem preocupa√ß√Ķes expande a vitalidade. Os exerc√≠cios f√≠sicos moderados oxigenam o corpo todo e s√£o magnetizantes. As pessoas naturalmente magn√©ticas alimentam-se corretamente, nunca comem em excesso, trabalham com gosto e dedica√ß√£o e agem com calma.

O magnetismo emocional aumenta quando as pessoas mant√™m sentimentos elevados, evitam disc√≥rdia e praticam o desapego. A boa vontade com todos √© uma pr√°tica eficaz. Se algu√©m manifesta inveja e procura desprezar o seu trabalho, a pessoa magn√©tica deixa clara a sua independ√™ncia em rela√ß√£o a esses jogos mentais, mas n√£o produz rancor dentro de si. Quando conhecemos nosso valor, sabemos inspirar respeito sem necessidade de agredir, e reconhecemos o que h√° de bom nos outros. Viva e deixe viver - eis um lema que faz bem √† sa√ļde magn√©tica de todo ser humano.

No plano mental, as pessoas magn√©ticas concentram-se serena e profundamente no que √© importante para que alcancem suas metas. Elas t√™m a capacidade de olhar para cada aspecto da vida de diferentes pontos de vista. √Č saud√°vel escolher temas filos√≥ficos como objeto de estudo e leitura. Naturalmente, uma pessoa magn√©tica evita discuss√Ķes mesquinhas porque sabe que id√©ias e opini√Ķes fixas s√£o


ENERGIAS SUTIS - O Poder do Magnetismo - continuação


A presença do magnetismo espiritual faz com que abandonemos as metas pessoais egoístas. Para a pessoa que possui essa força, é natural meditar diariamente sobre a verdade universal presente no centro de todas as coisas. Nesse plano, as pessoas magnéticas têm curiosidade por investigar o que há além do pensamento. Elas obtêm o que buscam refugiando-se no aparente vazio da lei do equilíbrio que dirige implicitamente o universo. Essas pessoas deixaram de querer coisas boas apenas para si próprias, e por isso tanto o seu sofrimento como sua felicidade são diferentes daquilo que se encontra no mundo psicológico convencional


Todos os aspectos da vida est√£o interconectados. Quando reunimos magnetismo positivo em um determinado dom√≠nio, isso torna mais f√°cil preservar magnetismo nos outros aspectos. √Č verdade que uma pessoa pode ter uma boa quantidade de magnetismo em determinado dom√≠nio da vida e ter perdas energ√©ticas em outras √°reas. Seja como for, √© prefer√≠vel manter um enfoque equilibrado e abrangente. Ningu√©m vive isolado, e as pessoas magn√©ticas semeiam sentimentos de boa vontade rec√≠proca na rela√ß√£o com colegas, amigos, familiares e conhecidos.


Um dos fatores mais importantes da nossa vida magnética é a capacidade de não desejar coisa alguma. A ausência de desejos confusos permite reunir energia sutil. A presença de uma vontade nobre, constante e elevada é imprescindível para ter contato com a

"O prazer é um inimigo que deve fatalmente tornar-se nosso escravo ou nosso senhor. Para possuí-lo é preciso combater e para gozá-lo é preciso tê-lo vencido. O prazer é um escravo encantador, porém, um senhor cruel, implacável e assassino. Ele cansa, esgota e mata aqueles a quem domina, depois de ter enganado todos os seus desejos e traído todas as suas esperanças".(2)

Cada cidad√£o produz e guarda seu pr√≥prio magnetismo atrav√©s das escolhas pr√°ticas que faz. A vontade m√©dia exercida por uma pessoa gera uma corrente magn√©tica correspondente, que envolve e anima seu corpo. A pr√°tica de exerc√≠cios f√≠sicos faz bem √† sa√ļde porque acumula vontade saud√°vel nos m√ļsculos e em cada tecido do organismo. √Āsanas de hatha ioga, exerc√≠cios de artes marciais, a pr√°tica da nata√ß√£o e caminhadas ao ar livre s√£o todos meios de obter e concentrar vitalidade ou magnetismo f√≠sico. Mas tudo o que se pensa, se quer e se faz nos planos mais sutis tamb√©m re√ļne magnetismo correspondente nos diferentes planos ou dom√≠nios da vida. Portanto, a produ√ß√£o de magnetismo √© uma quest√£o de h√°bito.

Os costumes de uma pessoa funcionam como pequenas centrais el√©tricas que geram sua energia pr√≥pria. Seja atrav√©s de uma hidrel√©trica ou de um catavento, a eletricidade convencional √© reunida por uma s√©rie de movimentos mec√Ęnicos repetidos, cuja energia √© retida e transformada. Do mesmo modo, uma certa energia magn√©tica √© acumulada com a repeti√ß√£o das nossas pequenas atitudes costumeiras na vida di√°ria, sejam elas f√≠sicas, emocionais ou mentais. No in√≠cio, a energia gerada por nossos h√°bitos parece pequena. Mas, depois de alguns meses, 15 minutos de medita√ß√£o di√°ria podem fazer muita diferen√ßa. Meia hora de leitura por dia √© suficiente para mudar uma vida.

Os h√°bitos formam os desejos, definem o car√°ter e estabelecem a vis√£o que se tem da vida. Por isso, a ruptura das velhas rotinas in√ļteis funciona como uma barragem que interrompe o curso de um rio de √°guas barrentas - e produz uma energia el√©trica valiosa.

Ao ficar im√≥vel meditando durante alguns minutos a cada dia, todo um fluxo antes irreprim√≠vel de h√°bitos f√≠sicos e emocionais dispersivos passa a ser represado. Quando oramos ou meditamos, n√≥s n√£o permitimos que nenhum pensamento espec√≠fico domine nossa consci√™ncia, mas fazemos com que ela se concentre uma e outra vez em um tema sagrado e abstrato livremente escolhido por n√≥s. Assim, a energia mec√Ęnica dos h√°bitos de pensamento √© transformada em uma for√ßa eletromagn√©tica purificada. As ora√ß√Ķes e medita√ß√Ķes v√£o interrompendo gradualmente a rotina dos antigos h√°bitos de pensamento e emo√ß√£o. O velho fluxo de energias gastas inconscientemente √© cada vez mais transmutado. Ent√£o, passamos a ter mais for√ßa dispon√≠vel para cada iniciativa nossa, e ganhamos uma presen√ßa mais forte e mais magn√©tica diante dos eventos e situa√ß√Ķes da vida.

O c√©rebro humano √© uma esta√ß√£o central de conex√Ķes eletromagn√©ticas. Seu potencial √© ilimitado, e a energia que passa por ele ganha for√ßa e clareza √† medida que adquirimos experi√™ncia.

A pr√°tica da ren√ļncia √†s diferentes formas de cobi√ßa, o sil√™ncio mental, os pensamentos puros e uma polariza√ß√£o da nossa consci√™ncia em torno de fatos positivos e de realidades abrangentes s√£o, todas, decis√Ķes e escolhas volunt√°rias. Essas possibilidades est√£o ao nosso alcance, e servem para libertar-nos do sofrimento psicol√≥gico.

Desse modo nasce o poder do entusiasmo, e surge aquela força da verdade que faz tudo valer a pena, tornando nosso coração ao mesmo tempo humilde e feliz.

Notas

1) √ćsis Sem V√©u, de Helena P. Blavatsky, obra em quatro volumes, Ed. Pensamento, SP. Ver volume I, p. 81.

(2) Grande Arcano, de Eliphas Levi, Ed. Pensamento, SP, 247 pp. Ver p. 97.

Autor do artigo: Desconhecido

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Autor:   John Dryden
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