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As Leis Fundamentais da Mente

REGRAS PARA O EQUIL√ćBRIO - As Leis Fundamentais da Mente


Artigo retirado da revista Planeta


Mostramos aqui algumas grandes leis que regem a mente humana. Compreendê-las e colocá-las em prática é a chave para aprendermos a controlar nossos pensamentos.







Existem algumas grandes leis que governam todo o pensamento, assim como existem algumas leis fundamentais em qu√≠mica, em f√≠sica, em mec√Ęnica, por exemplo.

Sabemos que o controle do pensamento é a chave do destino, e para aprender o controle do pensamento temos de conhecer e compreender essas leis, assim como o químico tem de compreender as leis da química e o eletricista, as leis da eletricidade.

Uma das grandes leis da mente √© a Lei da Substitui√ß√£o. Isso quer dizer que o √ļnico meio de se livrar de um determinado pensamento √© substitu√≠-lo por outro. Voc√™ n√£o pode p√īr um pensamento de lado diretamente. S√≥ pode fazer isso substituindo-o por outro. No plano f√≠sico n√£o √© assim. Voc√™ pode largar um livro ou uma pedra simplesmente abrindo a m√£o e deixando-os cair, mas isso n√£o funciona com o pensamento. Se quiser p√īr um pensamento negativo de lado, a √ļnica maneira de faz√™-lo √© pensar em algo construtivo e positivo.

Se eu lhe disser: Não pense na Estátua da Liberdade, é claro que imediatamente pensará nela. Se você disser: Não vou pensar na Estátua da Liberdade, já está pensando nela. Mas digamos que, depois de ter pensado nela, você se interessa por outra coisa que ouviu no rádio e se esquece da Estátua da Liberdade isso é um caso de substituição.

Quando os pensamentos negativos vierem à sua mente, não lute contra eles, mas pense em alguma coisa positiva, de preferência em Deus. Mas, se isso for difícil no momento, pense em qualquer idéia positiva ou construtiva.

Acontece, √†s vezes, que os pensamentos negativos parecem domin√°-lo de um tal jeito que voc√™ n√£o consegue venc√™-los. √Č a isso que damos o nome de crise de depress√£o, ou crise de ang√ļstia, ou quem sabe crise de raiva. Num caso desses, o melhor a fazer √© procurar algu√©m com quem conversar sobre qualquer assunto, ir ao cinema ou ao teatro, ler um livro interessante. Se voc√™ se sentar para lutar contra a mar√© negativa, o mais prov√°vel √© que a aumente.


A Lei do Relaxamento

Outra das grandes leis da mente é a Lei do Relaxamento. Em toda a atividade mental o esforço derrota a si mesmo. Quanto mais esforço você faz, menor é seu resultado. Isso, naturalmente, é o oposto do que encontramos no plano físico, o que não nos surpreende, pois sabemos que, em muitos casos, as leis da mente são o inverso das leis da matéria.

No plano físico, em geral, quanto mais esforço fazemos, maior o resultado. Quanto mais você pressiona uma furadeira, mais depressa ela atravessará a madeira. Quanto mais força aplica ao martelo, mais depressa o prego entrará na parede. Contudo, o exato oposto ocorre com o pensamento.

Qualquer tentativa de pressão mental estará destinada ao fracasso, porque tão logo começa a tensão, a mente pára de funcionar criativamente e se atém ao velho padrão do hábito. Quando você tenta forçar as coisas mentalmente, simplesmente pára o seu poder criativo. Para permitir que a sua mente volte a ser criativa, deve retirar-lhe a tensão por meio de um relaxamento consciente.


A Lei da Atividade Subconsciente

Tão logo o subconsciente aceita uma idéia qualquer, começa ime- diatamente a tentar executá-la. Usa todos os seus recursos para tal finalidade. Usa cada partícula de conhecimento que você acumulou, e a maioria do qual já esqueceu totalmente, para conseguir seu intento. Mobiliza os muitos poderes mentais que você possui, e a maioria dos quais jamais utiliza conscientemente. Alinha todas as leis da natureza que funcionam tanto do seu lado interno quanto externo, para conseguir o que quer.

Às vezes consegue o seu intento imediatamente; às vezes demora muito, dependendo das dificuldades a superar. Mas, se a coisa não é totalmente impossível, o subconsciente fará com que aconteça desde que aceite a idéia.

Essa lei, quando empregada negativamente, traz doenças, problemas e fracasso. Quando empregada positivamente, traz cura, liberdade e êxito. Os ensinamentos da Bíblia não dizem que a harmonia é inevitável, não importa o que façamos; dizem que a harmonia é inevitável quando nossos pensamentos são positivos, construtivos e bondosos.

Disso decorre que a √ļnica coisa a fazer √© conseguirmos que o subconsciente aceite a id√©ia que desejamos reproduzir; as leis da natureza far√£o o resto, nos dar√£o o corpo sadio, as circunst√Ęncias harmoniosas, a carreira bem-sucedida. N√≥s damos as ordens, o subconsciente faz o servi√ßo.


A Lei da Pr√°tica

A pr√°tica traz a perfei√ß√£o. Este prov√©rbio familiar expressa uma das grandes leis da natureza humana e sendo lei n√£o √© infringida em circunst√Ęncia alguma.

Para se tornar proficiente em qualquer campo, √© preciso praticar. A consecu√ß√£o sem a pr√°tica simplesmente n√£o existe e quanto mais pr√°tica, desde que exercida com intelig√™ncia, maior ser√° a profici√™ncia, e mais rapidamente obtida. Isso √© verdade no estudo da m√ļsica, no estudo de um idioma estrangeiro, no aprendizado da nata√ß√£o, da patina√ß√£o, do esqui ou da pilotagem. √Č verdade em todos os ramos imagin√°veis do empreendimento humano. A pr√°tica √© o pre√ßo da profici√™ncia.

Na vida comercial e em qualquer tipo de ger√™ncia ou administra√ß√£o, a experi√™ncia √© a forma que a pr√°tica assume, e novamente aqui √© a pr√°tica que traz a perfei√ß√£o. √Č esse o motivo pelo qual, em igualdade de condi√ß√Ķes, uma pessoa mais velha em geral √© escolhida para posi√ß√Ķes de responsabilidade, em detrimento de uma mais jovem.

Na metafísica, os efeitos dessa lei são particularmente impressionantes. O controle do pensamento é inteiramente uma questão de prática inteligente. E a verdadeira religião bem pode ser resumida como a Prática da Presença de Deus. Porém, reparem que me referi à prática inteligente. O forçar violento não é uma prática inteligente, como tampouco o é o mourejar monótono.


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A Lei dos Dois Fatores


Cada pensamento √© feito de dois fatores: conhecimento e sentimento. Um pensamento consiste em uma por√ß√£o de conhecimento com uma carga de sentimento, e √© o sentimento que d√° pot√™ncia ao pensamento. N√£o importa o quanto possa ser importante ou majestoso o conte√ļdo do conhecimento; se n√£o existir sentimento ligado a ele, nada acontecer√°. Por outro lado, n√£o importa o quanto possa ser insignificante ou sem import√Ęncia o conte√ļdo do conhecimento; se houver carga de sentimento, algo acontecer√°.

N√£o faz diferen√ßa se o conte√ļdo do conhecimento √© ou n√£o correto, contanto que voc√™ acredite que √© correto. Lembre-se de que √© aquilo em que realmente acreditamos que importa. Um relat√≥rio sobre um acontecimento qualquer pode ser bastante inver√≠dico, mas, se voc√™ acredita nele, tem sobre voc√™ o mesmo efeito que teria se fosse ver√≠dico. E, novamente, esse efeito depender√° da dose de sentimento ligado a ele.

Ao entendermos essa lei, vemos a import√Ęncia de aceitar apenas a verdade no tocante √† vida, em todas as fases da nossa experi√™ncia. Na realidade, √© por esse motivo que Jesus falou: Conhecei a verdade e a verdade vos libertar√°.


As Coisas Que Você Remói Crescem

Essa é uma máxima oriental e resume muito bem a maior e mais fundamental de todas as leis da mente.

As coisas que você remói crescem. O que quer que permita que ocupe a sua mente, você aumenta na sua própria vida. Quer o tema de seu pensamento seja bom ou mau, a lei funciona e a coisa em si aumenta. Qualquer tema que não ocupe a sua mente tende a diminuir na sua vida.

Quanto mais você pensa na sua indigestão ou no seu reumatismo, pior ele fica. Quanto mais pensa em si mesmo como sadio e em forma, melhor fica o seu corpo.

Essa é a Lei da Mente básica, fundamental, que tudo inclui na verdade, toda doutrina psicológica e metafísica é pouco mais do que um tratado expositivo sobre isso.


A Lei do Perd√£o

√Č uma lei mental infrang√≠vel a que diz que voc√™ tem que perdoar os outros se quiser vencer as suas dificuldades e ter um progresso espiritual real.

A import√Ęncia vital do perd√£o pode n√£o saltar aos olhos, mas voc√™ pode ter certeza de que n√£o √© por acaso que todos os grandes mestres espirituais, desde Jesus Cristo at√© hoje, t√™m insistido nele com tanta veem√™ncia.

√Č preciso perdoar as ofensas, n√£o apenas em palavras ou s√≥ para constar, por√©m sinceramente, de cora√ß√£o. Voc√™ age assim n√£o pela outra pessoa, mas por si pr√≥prio. N√£o far√° diferen√ßa para ela (a n√£o ser que d√™ grande apre√ßo ao seu perd√£o), mas far√° uma diferen√ßa tremenda para voc√™. Ressentimento, condena√ß√£o, raiva, desejo de ver algu√©m punido, s√£o coisas que apodrecem a alma, mesmo que voc√™ as esteja disfar√ßando com habilidade.

O perd√£o n√£o significa que voc√™ tem que gostar do delinq√ľente ou querer conhec√™-lo, mas sim que tem de desejar o seu bem. √Č claro que isso n√£o quer dizer que voc√™ tenha de servir de capacho. √Č claro que n√£o deve deixar que abusem de voc√™ ou o tratem mal. Deve travar as suas pr√≥prias batalhas, e com ora√ß√£o, justi√ßa e boa vontade. N√£o importa se voc√™ pode ou n√£o esquecer a ofensa (embora, se n√£o fixar-se nela, √© prov√°vel que esque√ßa) mas tem que perdoar.


Autor do artigo: Desconhecido

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A grande meia verdade: liberdade.
Autor:   William Blake
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